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Ovinos
e Caprinos são incluídos no programa
"Mais Alimentos" do Governo Federal
04/09/2008
O Mais Alimentos, linha de crédito criada
no Plano Safra 2008/09 para reforçar a infra-estrutura das unidades produtivas
da agricultura familiar, também vai atender projetos de ovinocaprinocultura. A
resolução publicada pelo Banco Central beneficia, principalmente, agricultores
familiares do Nordeste, onde a atividade, hoje, representa por 600 mil
contratos do Pronaf do Banco do Nordeste (BNB), o que corresponde a 40% das
operações de crédito rural do banco.
O limite de crédito do Pronaf Mais Alimentos é de R$ 100 mil, que podem ser
pagos em até dez anos, com juro de 2% ao ano e carência de até três anos. Os
projetos contemplam investimentos em formação de pastagens; compra de tratores,
máquinas, implementos agrícolas e matrizes; irrigação; manejo do solo;
construção de açudes; implantação de pomares e estufas; e armazenagem, entre
outros. A linha de crédito atende a projetos associados à produção de
olerícolas, frutas, arroz, feijão, milho, mandioca, trigo, leite e, agora, de
caprinos e ovinos.
O diretor de Financiamento e Proteção da Produção Rural da Secretaria de
Agricultura do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), João Luiz
Guadagnin, afirma que inclusão da ovinocaprinocultura no Mais Alimentos é
importante devido aos produtos originados desta atividade, como o leite e a
carne, terem grande consumo pela população rural e urbana, principalmente no
Norte e no Nordeste do País. “É a oportunidade para os agricultores familiares
investirem na melhoria da sua atividade, seja na alimentação dos animais, no
manejo ou nos cuidados sanitários”, ressalta Guadagnin.
O gerente do Pronaf e do Programa Nacional de Crédito Fundiário do Banco
do Nordeste (BNB), Luis Sérgio Machado, também avalia a nova oportunidade para
os agricultores.“A caprinocultura tem o maior rebanho no Nordeste. Uma cabra
produz três cabritos. É uma produção que cresce em escala geométrica”, reforça.
Machado explica que o acesso ao Mais Alimentos permitirá investimentos na
construção de açudes; melhoria de pastagens; produção de silagem e feno para
armazenagem e alimentação dos animais nos períodos de estiagem; e melhoramento
genético.
Guadagnin e Machado destacam o papel da assistência técnica na discussão com o
agricultor na elaboração dos projetos. “A capacidade de pagamento e as
garantias têm que estar claras para o agente financeiro, e o agricultor precisa
ter compromisso com a aplicação dos recursos de investimento no que de fato ele
contratou”, alerta Guadagnin.
Outras novidades
A resolução publicada pelo Banco Central definiu que será considerada a renda
futura a ser gerada, ou seja, o resultado do investimento que esse agricultor
fez, para o enquadramento do projeto de investimento no Mais Alimentos. A
comprovação de renda da unidade familiar apresentada nos projetos de
investimento originada das atividades inseridas no Programa foi reduzida de 80%
para 70%.
A resolução também estabelece que o índice de nacionalização de máquinas e
equipamentos, incluindo tratores, deve ser de 60% em preço e peso, parâmetros
definidos por normativos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário
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