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Leite
de cabra em pó expande a caprinovinocultura
na Paraíba
Primeira
usina prevista para o Nordeste vai processar
100 mil litros de leite por dia
Campina
Grande - A primeira usina de leite de cabra
em pó do Nordeste poderá ser
instalada na Paraíba em até
dois anos. Tudo depende dos esforços
conjuntos que o Sebrae/PB está articulando
junto ao Governo do Estado e outras instituições
para manter o Cariri paraibano no mesmo
ritmo de desenvolvimento que apresentou
em 2008.
A região tem a maior
produção de leite de cabra
do Brasil, com quase 500 mil litros/mês,
de acordo com informações
programa do leite da Paraíba, e terá
também a fábrica que transformará
100 mil litros diários de leite em
pó.
A produção
leiteira caprina na Paraíba, até
2002, não existia. Para desenvolver
esse potencial econômico, o Sebrae/PB
apóia a atividade. A boa nova para
2009 é que a iniciativa poderá
receber mais recursos. O governo estadual
está negociando verbas para várias
atividades como o artesanato, minérios
e cajucultura, além da caprinocultura,
que renderá um financiamento da fábrica
de processamento do leite em pó.
Avaliada
em quase R$ 8 milhões, a usina será
instalada com apoio financeiro do Governo
Federal, conforme o coordenador do programa
do leite, Aldomário Rodrigues. “Projetamos
uma indústria com uma produção
diária de 100 mil litros. A fábrica
permitiria que o produto do Cariri atendesse
ao mercado nordestino com um diferencial”,
explicou Aldomário, que enviará
o projeto para os ministérios federais.
A
perspectiva do leite de cabra como produto
de valor agregado no mercado é resultado
de um trabalho de conscientização
do produtor rural desenvolvido ao longo
dos últimos seis anos. “Não
foi fácil modificar a realidade de
um produto local que não era consumido
no Cariri”, explica um dos gestores do projeto,
o agrônomo Samuel Mayer. Ele espera
que produção chegue a um milhão
de litros de leite por mês. “Pretendemos
também incluir mais 50% de produtores
locais no programa em até dois anos”,
completou.
Dos 32 municípios
do Cariri, o projeto da caprinovinocultura
abrange 22, entre eles, Monteiro, Sumé,
Cabaceiras, Riacho de Santo Antônio,
Livramento, Amparo, São Sebastião
do Umbuzeiro, São João do
Tigre, Zabelê, Camalaú, Congo
e outros.
Derivados
O projeto
da caprinovinocultura ainda poderá
ser mais abrangente em 2009, conforme Samuel.
“Poderemos trabalhar com o aprimoramento
da produção de derivados lácteos
caprinos, como queijos, iogurtes, doces
e a ricota do leite de cabra. Essa cadeia
poderá trabalhar, dependendo das
nossas ações, para atender
o mercado privado, o que implica uma maior
produção e a geração
de trabalho e renda”, disse.
Outra
vertente que a caprinovinocultura vem apontando
na região do Cariri é o trabalho
com o corte da carne. “A idéia é
utilizar todas as alternativas econômicas
para que o programa não fique dependente
apenas do apoio governamental”, ressaltou
Samuel. Como exemplo, ele citou a construção
de um abatedouro exclusivo para caprinos
e ovinos no município de Monteiro,
pólo da região, com capacidade
de abate de até 100 animais por dia
e com a vistoria do Serviço de Inspeção
Federal (SIF).
Frigorífico
– Um frigorífico foi a última
conquista do projeto da caprinovicultura
em 2008. O prédio foi construído
inaugurado em dezembro na cidade de Monteiro.
A estrutura teve um orçamento de
R$ 1 milhão, patrocinado pelo Ministério
do Desenvolvimento Agrário (MDA)
e Pronaf, e já iniciou suas atividades.
“O
abatedouro de caprinos e ovinos gera um
novo processo de tecnologias de produção
voltado para o corte. Ele também
alcançará a captação
de animais de outras regiões do Estado
e também de Pernambuco. É
mais um elo do Arranjo Produtivo Local (APL)
da caprinovinocultura que será trabalhado,
inclusive fortalecendo o segmento de peles
e artefatos”, destacou Samuel, que citou
como exemplo o curtume em Cabaceiras, com
trabalho ecologicamente correto.
Central
- Na gestão do negócio e da
cooperação entre as lideranças,
o projeto da caprinovicultura compartilha
de uma central de negócios para o
agronegócio da região. Além
de um processo profissional de comercialização,
gestão coletiva, definição
de marca, marketing e abordagem ao mercado,
a central integra outros segmentos trabalhados
na região, como a apicultura, piscicultura
e produtos agroecológicos. “A gente
sempre busca referências de qualidade,
um diferencial pela identificação
geográfica para alcançar os
mercados”, destaca Samuel.
Segundo
o agrônomo, “conseguimos a inclusão
direta de 700 caprinocultores familiares,
captação de recursos através
dos programas do Cconsea, produção
de meio milhão de litros de leite
de cabra por mês, que gerou cerca
de R$ 750 mil mensais”.
Fonte:
Sebrae na Paraíba - (83) 2108-1100
06/01/2009 - Sebrae na Paraíba
- Valdívia Costa
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